Santo Amaro: um bairro paulistano às margens do rio Pinheiros

O hoje movimentado bairro de Santo Amaro que  já foi morada dos índio guaianases e área plena de mata, nasceu nas margens do rio Jeribatiba; Este curso d’água era repleto de palmeiras do tipo Jerivá, palmeira mediana que dá cocos.

 A aldeia indígena nome ou o local com múltiplos nomes: Ibirapuera, Virapuera, Jeribatiba ; Esse é a única coisa que permaneceu desse primitiva povoação indígena: o rio Jurubatuba, hoje conhecido como Rio Pinheiros. 

 ImagenSant

Figura 1 – Palmeira Jerivá

 

O bom sítio, plano e próximo do rio Jurubatuba, com um povoado de indígena já estabelecida foi um dos três locais em que se estabeleceram os primeiros jesuítas. Desenvolvendo atividades de catequese e educação da população indígena e mameluca, estes estavam em São Vicente – no litoral-, em São Paulo de Piratininga, nas proximidades do rio Tamanduateí e , por fim, em Jeribatiba, a futura vila de Santo Amaro.  A região era  passagem para à chegada até a Vila de Piratininga e , pouco a pouco , foi ganhando importância  pelo número de colonos e índios catequisados.

 Em 12 de agosto de 1560 foram doadas 2 léguas da margem esquerda do rio Jurubatuba aos padres jesuítas pela então governadora da Capitania de São Vicente. Oficialmente estabelecidos e com razoável número de índios lá catequizados e , trabalharam então sob orientação do Padre José de Anchieta, proveniente do povoado de São Paulo de Piratininga, para elevar a aldeia de Jeribatiba à condição de Povoado.  Para tanto foi construída uma capela,que hoje ocupa o largo 13 de maio, na qual deveria ser alocada a imagem de  um santo.

Primeiramente, era preciso providenciar uma imagem para a capela. Existem duas hipóteses para a obtenção desta: uma gira em torno da doação de um casal de portugueses estabelecidos na região de Cupecê, que, devotos de Santo Amaro, doaram a imagem para a capela; a outra é a possibilidade dos jesuítas terem trazido de Portugal a figura do Santo.

Santo Amaro ou Mauro, figura cristã, o abade beneditino do século sexto, é considerado o protetor dos agricultores e carroceiros .

 

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