A MERDICINA….. O ensino da medicina em São Paulo

A instituições culturais e superiores do Brasil, no período da Chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, surgem como elementos ordeiros numa sociedade imersa no caos de constantes revoltas e conflitos. Além disso, não havia um controle e exercício pleno do poder do Estado. A ordem estava nas mãos da elite que comandava as Câmaras e órgãos públicos.

Com a vinda da corte criou-se um Estado Nacional, semelhante em Portugal. Em 1808 fundou-se a Cadeira de Anatomia e Cirurgia e a partir destas, fundaram-se as faculdades de medicina na Bahia e no Rio de Janeiro.

 

Processo de institucionalização da medicina no Brasil

Antes da institucionalização da Medicina, os profissionais aptos para exercício da profissão eram os físicos e cirurgiões, licenciados pela universidade de Coimbra. Popularmente muito recorreu-se aos curandeiros e curiosos( pajés, boticários, barbeiros) do corpo humano, sendo que estes não possuíam licença para zelar pela saúde da população, ou seja, eram profissões informais.

O ensino oficial de medicina teve início logo após a chegada de D. João VI ao Brasil, através da criação da Escola de Cirurgia da Bahia e da Escola Anatômica, Cirúrgica e Médica do Rio de Janeiro, em 1808 (Santos Filho, 1991). Ambas funcionaram no Hospital Real Militar das respectivas cidades. Em 1813 (4) a Escola do Rio de Janeiro transformou-se na Academia Médico-Cirúrgica do Rio de Janeiro, tendo o mesmo acontecido, dois anos depois, com a Escola da Bahia.

O curso durava cinco anos; terminados os exames do quarto ano, os alunos que o desejassem recebiam a “Carta de cirurgia”. Os que completavam o quinto ano, por sua vez, ficavam habilitados a exercer a Cirurgia e recebiam “licença para curar de Medicina”. Entretanto, ainda na década de 20 do século XIX era intenso o clamor em prol da reforma das Academias Médico-Cirúrgicas do Rio de Janeiro e Bahia, apontadas como deficientes e anacrônicas. (5)

Em 1829 é fundada a Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro (6). Chamada, em 1830, a dar parecer sobre os planos de reorganização do ensino médico, tem seu anteprojeto aprovado com pequenas alterações pela Comissão de Saúde Pública da Câmara, e promulgado como lei em 1832. A partir deste momento, estavam criadas as Faculdades de Medicina do Rio de Janeiro e da Bahia. Até a confecção de um regimento, foram adotados os estatutos da Faculdade de Paris (7). Instituíram-se três cursos: o de Medicina, o de Farmácia e o de Partos, e as faculdades passaram a conceder os títulos de “doutor em Medicina”, “farmacêutico” e “parteira”.

A Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro só veio a ter sua sede própria em 1918, quando foi inaugurada a Faculdade Nacional de Medicina da Praia Vermelha (9).

 

 

 

 

EM SP

 

A Faculdade de Medicina e Cirurgia de São Paulo foi criada pela  Lei 1.357 de 19 de dezembro de 1912 e regulamentada pelo Decreto 2.344 de 21 de janeiro de 1913. Um dos pontos mais destacados desse projeto de ensino foi a indicação de uma base científica experimental, com ênfase em aulas práticas em laboratórios e prática clínica em diferentes serviços. A preocupação com a investigação esteve presente nas indicações que o médico, Arnaldo Vieira de Carvalho escolhido para o cargo de diretor da Faculdade, fez para a contratação dos professores da nova instituição. Além de todas as atividades os maiores esforços deste primeiro período foram direcionados para a construção de instalações próprias para o funcionamento da Faculdade de Medicina. Neste processo foi de extrema importância a participação da Fundação Rockefeller, principalmente, com as atividades de pesquisa e a melhoria das instalações das cadeiras de laboratório, anatomia, histologia, química, fisiologia e patologia.

A Fundação Rockefeller propôs um modelo de ensino médico para a Faculdade de Medicina que se apoiava em pontos bem característicos como: limitação do número de alunos, 80 por série, introdução do regime de tempo integral, sobretudo para as disciplinas pré-clínicas com a intensificação dos trabalhos de laboratório, admissão de alunos através de prova, a organização das disciplinas no sistema de departamentos e a vinculação do ensino clínico à estrutura de um hospital escola.

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